quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Canal no You Tube

Investindo em outras mídias (mas sem dinheiro entrando ou saindo, investindo só tempo mesmo) criei um canal no You Tube onde irei postar alguns vídeos de minha autoria ou em parceria com algum maluco.

www.youtube.com.br/aureliomasr

Abraços
aureliomasr

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mensagem

No melhor estilo "O Novo, O Velho e O Amanhã", deixo a seguinte mensagem:

Enquanto revivi por alguns instantes o passado, me lembrei que o presente atual
me proporciona um futuro muito mais forte.

E completando, chegou a hora de deixar o que é velho pra trás e fazer do novo meu amanhã.

I'm the changeling...see me change...

domingo, 13 de setembro de 2009

As Namoradas da Vida Real

Eu nunca fui o tipo de cara pegador, sempre fui mais sossegado, de namorar sério, embora meu histórico de cagadas e pisadas na bola seja grande, cada uma das mulheres que me relacionei deixaram uma marca, e em muitos casos me ensinaram coisas das mais interessantes às mais imbecis que, de certa forma até hoje são presentes na minha vida. A intenção não é denegrir a imagem de ninguém, mas passar impressões mínimas e que não fazem jus ao que cada uma dessas relações foram pra mim. Cada uma teve seu momento e valor. Não tô aqui pra falar mal de ninguém...
Não citarei nomes, lógico, mas meus amigos de longa data ou aqueles que conhecem as histórias, ou as pessoas, sabem a quem me refiro.

Ao mesmo tempo também fui meio precoce. E lerdo. Meu primeiro namoro “sério” foi aos 12 anos, assim que me mudei pra Cruzeiro/SP. Logo que comecei a estudar, eu era o “aluno novo que veio de fora”, recebi um bilhetinho que dizia “Você quer me namorar ou paquerar?”. Eu achei o máximo, aceitei no dia seguinte, tinha que fazer cu doce, óbvio. Rápido ou não, levei uns bons dois meses pra criar coragem e dar um beijo na menina. Daí não parou mais... Isso foi em setembro de 1995 (porra não sou tão velho!!!). No carnaval de 96 experimentei a sensação de fazer parte de um seleto grupo de não-frequentadores (até então) do carnaval. E de ter uma namorada que freqüentava as matinês do clube da cidade. Tomei um par de chifre pra cabeça... e o pior que o cara que ficou com ela é que cismou de brigar comigo... É uai! Logo que ficou claro o término do namoro, umas meninas da minha sala me perguntou: “E aí, agora que você ta sem namorada, o que vai fazer?”. Eu, me achando o último pacote de biscoito, respondo: “Mulher é o que não falta...daqui a pouco arrumo outra.” É né... passei mais de um ano sem pegar nada, e de quebra, peguei amidalite e mononucleose...fiquei de cama com febre uns 15 dias.
Lição aprendida: cala a boca e não fala besteira. Se tiver que chover na sua área, deixa chover, mas você é que tem que saber. E passa o rodo em quem chover.
Então do nada, me surge uma outra menina (da sala da ex), dizendo que era apaixonada por mim e etc, e tal. (é, minha mãe me jogou num barril de mel quando nasci). Muito relutante, aceitei ficar com ela e consequentemente namoramos, só pra ver no que ia dar. Mas honestamente, a mina ficava na minha cola! Era até bonitinha, muito mais que a primeira, mas cansativa... pra ter uma idéia, ela marcou um encontro com uns casais na casa dela, só pra me apresentar pros pais dela, uma festa americana. Vocês, caros leitores invisíveis, acham que eu fui? Confirmei até a última hora que eu ia. Não fui. Neeeeem... eu tava mais afm de ficar jogando “Super Street Fighter 2” no Super NES e andar de bicicleta no bosque perdo do colégio do que pelejar com namoro em casa. Por fim, terminei com ela, triste porque não sei se ela gostava mesmo de mim ou se era carência afetiva (psiquiatra aos 12 anos???).
Lição aprendida: não dá pra tampar um poço com uma tampa de garrafa. Eu tava afim de passar o tempo, ela, de casamento. Então... fui passear!
Daí me enrolei com duas melhores amigas, da mesma sala no colégio. Só aprendi como manusear as cabeças das duas a meu favor, no meio do caminho, as duas bateram cabeça por minha causa (hum...gostosão!) e no final, acabei tomando na cabeça.
Me mudei de Cruzeiro para Guaratinguetá (também em SP), em Julho de 1998. Passado o segundo semestre também sem pegar nem gripe, vim pra Dores de Campos (MG, terra das famílias dos meus pais) no carnaval em 1999. Conheci uma morena que me fez descobrir um problema chamado “freio”. É...e com isso, começamos a namorar. Namoro de carnaval. Passado um tempo, voltei a DC e qual a notícia que recebo de um conhecido? “MA, você é um chifrudo. Tua namorada ficou com fulano”. Ótimo...curei meu trauma de carnaval, prorrogando o chifre pra outra data comemorativa. Terminei, porquê namoro à distância não ia rolar de qualquer jeito. No auge da puberdade, não dá.
Lição aprendida: vou me guardar pra quando o carnaval passar!
Mas, neste meio tempo eu já vinha de conversa com uma garota que estudava comigo, e fiquei com ela depois que terminei com essa de Dores (aham... falou...). E resolvi pedir ela em namoro, presumindo em minha cabeça a seguinte frase: “Vou namorar com essa daqui de Guará mesmo. Ela estando aqui fica mais fácil, posso ficar com ela quando eu quiser”. E eis que numa das nossas primeiras briguinhas ela me diz as seguintes palavras: “Só porque eu estou aqui não quer dizer que vou ficar com você quando você quiser!!!”. É, ela tinha poderes paranormais. Esse namoro durou o 2º e 3º ano do Ensino Médio, depois acabou e além de eu ter que aprender (de novo) a ser menos presunçoso, me ensinou uma coisa que anda comigo até hoje. Na verdade escondo de todos esse segredo. Guardar o cadarço do tênis por baixo da palmilha, pra não ter que dar laço. Isso anda comigo até hoje! E bem escondido sob as palmilhas! Se tiver alguma outra lição que aprendi é que Carnaval não é coisa pra se ver na TV... Mesmo depois dos chifres.
Quase dois anos se passaram e terminamos. A partir daí fiquei muito, mas muito tempo sem namorar e quase não pegando nada. E é verdade... mas não reclamo. Terminamos em 2001. Em 2003 mudei pra Dores com meus pais. Em pouco tempo, estava namorando.
Conheci-a na faculdade.
Parêntese: acho que nunca fui à escola ou à faculdade pra estudar, só pra conhecer mulheres e arrumar namoradas! A maioria veio destes lugares...Fecha parêntese!
Pois é. Ela vendia bombons caseiros, muito bons por sinal. Era uma ótima pessoa e me serviu de exemplo para algumas coisas, que guardo pra mim. Mas o mais importante foi que, ela também morava fora de Dores. Pra ser mais exato, em Alto Rio Doce. Então, a coisa foi dando certo, dando certo, eu achando que tava com a vida feita (sem formar e sem ganhar bem). Resolvi virar o jogo da vida...ficamos noivos e embarquei numa tentativa de ser representante em Maringá (PR). Isso foi depois do Carnaval de 2005. é verdade, passei carnaval sem tomar chifre e me diverti à beça. Pois é... a coisa ia às mil maravilhas, até que desanimei de Maringá, enfiei o rabo no meio das pernas e voltei. Até aí tudo bem. Mas com a mudança da situação, a história toda do casamento ia ser outra e não chegamos num consenso. Enfim...não cabem detalhes aqui, mas terminamos depois de muito desentendimento. Eu fui um covarde, é verdade, e ainda pisei na bola e chutei ao balde, tudo ao mesmo tempo.
Lição aprendida: antes de trocar os pés pelas mãos, experimente as luvas nas mãos e as meias nos pés. Se servir, mete a cara, mas se não entrar, pula fora.
A verdade é que eu era muito novo pra assumir compromissos tão sérios, e a vida de farra que se abriu pra mim me animou e ao mesmo tempo me iludiu...
Numa destas ocasiões conheci outra mulher que mais tarde (depois de muito tumulto) se tornaria minha namorada. Como muita gente me disse, eu tentei remar em duas canoas e por pouco morri afogado. Entretanto, ainda acho que fiz a “escolha” certa. E então depois de quase dois anos também de namoro, começamos a nos desentender e dei um vacilo – lógico – nem me defendo, mas errei mesmo. É, mas de novo, outros bons carnavais e muitas festas. Foi um período que o que mais aprendi foi medir a dose exata de rum para tomar com coca-cola, e ir a muitas festas... Mas também foi onde eu descobri que para se estar com uma pessoa, goste dela ou não, é preciso ter uma perspectiva a longo prazo e, quando estávamos juntos eu simplesmente não via isso. Foi carpe diem.
Lição aprendida: as pessoas não podem sofrer as conseqüências direta ou indiretamente das nossas impressões. Ou seja: pra quê jogar merda no ventilador??? É, mas acabou.
E depois resolvi dar um tempo, pois percebi que meus namoros mais sérios andaram sempre na casa dos “quase dois anos”, “dois anos” ou “pouco mais de dois anos”. Parei, caí na gandaia, tirei todo o atraso de farra e, mais um pouco teria um coma alcoólico ou coisa do tipo. Mas aproveitei e conheci pessoas excelentes, que poderiam ter sido namoradas e que não foram por “n” razões. Mas eu fiquei feliz assim.
Houveram situações que me fizeram pensar em tantas coisas, tantas pessoas que resolvi me expor dessa forma, por que cada uma delas, a parte das brincadeiras mencionadas, me deixou uma lição, quer por ações delas ou por erros que eu tenha cometido. Traições houveram, infelizmente. Um mea-culpa, as pessoas que foram “paralelas” são ótimas pessoas. Tenho amizade com muitas até hoje. As que foram oficiais, e que ainda têm coragem de falar comigo, é ótimo saber que não fiquei como o “cara-mau”. E eu não sou. Só tinha o problema de cansar e jogar pro alto. Sem medir as conseqüências e às vezes dava certo, muitas não.
Só que isso foi minha vida. Cada uma merecia uma citação muito maior, com mais detalhes. Mas, estes, eu prefiro guardar pra mim, porque a experiência é a mãe da sabedoria e o pai do exagero. Então, carreguemos ela dentro de nós, lembrando do que foi bom, aprendendo com o que doeu e nunca, jamais, pisar em ovos com uma nova pessoa por causa de situações anteriores. Cada pessoa é uma pessoa. Não é porque uma posição deu certo com uma que vai dar com outra (falou...autor do kama sutra!)...às vezes surge uma posição melhor...
Nem me considero “o” experiente, mas vivido o suficiente para fazer o que eu faço, de forma consciente.
Abraços a todos
aureliomasr

domingo, 30 de agosto de 2009

Outro sumiço...outra síndrome de tela azul!

Bom..novamente dei uma daquelas clássicas sumidas no blog...bom...antes que o mês de agosto se encerre tenho que falar do meu aniversário pô!

Fiz 26 anos dia 26...e tenho que admitir que este foi meu melhor aniversário até hoje!

A Natália e o Juninho me organizaram uma festa surpresa no sábado 22, com bolo, balões e cervejada com alguns dos meus amigos das bandas de cá!
No dia 26 teve um bolo ofertado por um fornecedor da Marluvas, com direito a nome escrito e tudo, junto com os demais aniversariantes da semana!
O pessoal do ons da facul cantou parabéns pra mim - mas ngm percebeu que eu não tava no ons, pq eu sou mais recatado...auhauhauhua...
E pra fechar sexta-feira foi outro grande encontro, eu, Saulo, Juninho e com a inclusão do Weverton nesta edição...cervejada, churrasquinho e mto rock n roll

Bom...foi ótimo mesmo!

E o melhor são os presentes...Saulo e juninho me deram um fardo de Skol e a Natália me deixou de queixo caído... me deu o box de 4 DVDs do Woodstock...ainda não terminei de assistir todos, mas logo acabo!

Esta semana dou mais sinal de vida...estou acabando a edição/produção do video clipe da música The Calyx Of Rebellion, de uma banda de uns amigos meus, chamada Left Behind. O som deles é muito bom!

Abraços a todos
aureliomasr

terça-feira, 28 de julho de 2009

Repetindo a História

Hoje me deparei com uma frase de Paulo Vaz de Arruda que diz o seguinte: “Dirigir a vida olhando para o passado é como guiar um carro olhando pelo retrovisor. Uma hora a gente bate.” Além disso, é cansativo ouvir a mesma história pela segunda, terceira, quarta ou quinta vez. Realmente parece perder o sentido, contar os mesmos casos sempre, repetir as situações. Será que estamos presos ao passado? Falo isso amparado por situações que tenho convivido, expressões, situações que, só não podem ser mais cansativas, pois não pretendo excluí-las da minha vida.

Você já percebeu que em diversas reuniões de família, de amigos, de colegas de trabalho nunca nos atualizamos na hora de contar um caso, mesmo que seja pra tirar um sarro com a cara do outro? Sempre temos as mesmas histórias do ano anterior, que se transforma em dois anos atrás, três anos atrás...e a história continua lá, como se fosse novidade. Será que estas pessoas não imaginam que podem acontecer novas histórias, renovar o repertório de assuntos?

Ultimamente eu tenho preferido me abster deste tipo de situação indo conversar com outra pessoa, dar uma volta no banheiro, ou olhar as estrelas pra não deixar ninguém sem graça. Não acho que consiga rir de novo, talvez sim, talvez não. Prefiro que me conte uma coisa nova. Chega da mesma história sempre. Ou melhor, porquê não fazer novas histórias?

Ou pode apenas ser meu (mau) humor atuante.

Imagine-se numa reunião de família, na casa dos avós da sua namorada, ouvindo a mesma história pela enésima vez e você não ri. Todos vão perguntar se você está bem ou estranhar seu silêncio. O que dizer? “Já cansei dessa história” ou “Vamos variar o repertório”? É melhor o silêncio, tomar um gole de cerveja e tentar relaxar para não se tornar o antipático da família. Não tem jeito de cortar uma história no meio com um engasgo, uma crise de tosse, derrubar um copo na mesa... Talvez acelerar o assunto, ou fazer comentários risonhos e incluir outras histórias no meio da história pra acabar com o assunto rápido.

Isso tudo é definitivo, mas eu faço uma ligação com a velocidade da informação no contexto atual. Nossa história de vida pode ser comparada a grandes obras do passado, livros, discos ou quadros. Quantas obras de sucesso dos últimos dez anos você se lembra sem consultar a internet? Não vale a lista da Veja da semana passada. Quantas obras de 25, 20 anos atrás você se lembra que marcaram época. Exemplo fácil, com a morte do Michael Jackson, até o mais leigo dos leigos sabe que o clipe de Thriller foi um marco na história da música pop. E recente , após Smells Like Teen Spirit do Nirvana? Alguma coisa marcou essa geração?

É este o ponto. Estamos presos com uma âncora ao passado, que não nos deixa ver o que há de novo lá na frente. Nem nas nossas vidas, ou nas nossas descobertas. Enquanto o passado for presente o futuro permanecerá um lugar impossível de se imaginar. E não podemos deixar isso acontecer àquelas pessoas com quem vivemos os melhores momentos das nossas vidas. Vamos planejar e fazer. As lembranças estão nas fotos e no passado.


Abraços

aureliomasr

segunda-feira, 20 de julho de 2009

hehehe

Clonando o Blog do Rodrigo... o texto abaixo tbm serve de comemoração atrasada para o Dia Mundial do Rock, que foi só uma semana atrás (13/07)... hehehe

aureliomasr

Meus Amigos e Nossas Músicas

Meus amigos sabem que eu não vivo sem música. Meus pais sabem que enquanto eu estou em casa, estou ouvindo música. É o que me relaxa de verdade (tá bom...tem coisas que relaxam mais...). Mas o que eu quero dizer é o quanto as músicas dão voltas com a gente. Com três anos de idade eu já gostava de Lobão, e hoje, sua música é uma constate para mim. Andando mais à frente no tempo, quando comecei a prestar mais atenção em música, eu só tinha dois cds e já era fã de Pink Floyd.

Então, na minha vida de idas e vindas entre cidades no Vale do Paraíba, no Estado de SP, parei em Guaratinguetá. Estava começando a abrir minha mente para mais músicas, tanto é que qualquer hora que escuto o épico (What’s The Story) Morning Glory (lançado anos antes, mas que só ouvi com calma naquele ano) do Oasis e Bittersweet Symphony do The Verve me transportam a Agosto de 1998, o que me remete ao Carlos, ao Acústico do Nirvana, ao Silverchair que ele é fã de carterinha e novos sons que ele me trouxe... Daí meus horizontes começaram a se abrir para música. Me interessei por sons meio de moda (Limp Bizkit, Korn), não minto, mas eu era um adolescente de 16 anos e ainda aprenderia muito.

Passaram-se alguns anos, comecei a tentar tocar alguma coisa junto com o Carlos, escrevemos um caminhão de músicas que, parafraseando Simon & Garfunkel em “Sounds Of Silence” éramos “people writing songs that voices never share”. Compusemos MUITA coisa, e muita coisa boa. Não troco por nada nossas velhas tardes de sábado e domingo tocando violão na rua. Numa dessas ocasiões, entrou no nosso meio um grande e antigo amigo meu, o Rodrigo, que adicionou idéias, embora tenhamos montado apenas uma música juntos, como trio. Mas para mim, ter dois dos meus melhores amigos, juntos, debaixo do mesmo teto era o que eu tinha de melhor. Neste tempo também fui a um ótimo show do Capital Inicial com o Carlos, o primeiro “grande” show que fui, nós ficamos uma semana com o ouvindo zumbindo, mas achamos aquilo o máximo! Com o Rodrigo, recentemente tive a oportunidade de ir ao show do Radiohead, bem como na despedida do Los Hermanos, uma experiência formidável, e pensar que um mês depois ainda teve o Oasis...

Algum tempo depois, me aproximei de uma turma que já era contemporânea da época do colégio, mas que não convivíamos por ser de salas diferentes. Então eu entrei de vez no rock n roll. Com eles – leia-se 13assos – conheci Doors, Purple, Zeppelin, Sabbath, Tull, enfim...o melhor rock n roll que existiu e existe. Lógico que eu já tinha meus gostos, particularmente mais atuais, o que inclui Oasis, Radiohead e outros da mesma verve, inclusive o The Verve!

E nessas apresentações de sons maravilhosos, encontros regados a cervejada, rock n roll com grandes e bons amigos, aprendi uma grande lição na minha vida.

Como todo mundo que se encontra um dia tem que se separar, vim embora de Guará de volta para Dores. Entre esses amigos de Guará tem o Vitor. Antes de eu me mudar, peguei meu HD (um absurdo de 4 GB na época) e lotei com tudo que consegui pegar de músicas dele, fora os cds que ele me gravou. E vim embora com aquelas doces lembranças de velhos amigos. Mal sabia eu o que me esperava.

Decidi que entraria numa banda. O que aconteceu pouco tempo depois, por causa de Black, do Pearl Jam. Nessa banda apresentei ao pessoal Todo Carnaval Tem Seu Fim do Los Hermanos. Passados alguns anos, dos cinco membros dessa banda, três foram comigo e outro amigo nosso, também baterista em outra banda que tivemos num show do Los Hermanos. Então, de repente, me vi com um monte de amigos que curtiam rock n roll, mas só aqueles manjados.

Eu não estou aqui pra contar vantagem. Mas comecei a apresentar para os outros novos amigos músicas que me foram apresentadas alguns meses ou anos antes. E todos gostavam. Comecei a me sentir meio que um multiplicador. E recentemente tive prova disso.

Ao lado da casa da vó da minha namorada tem um lava-carros. Num sábado de manhã eu estava na sala sentado esperando a Natália terminar de se arrumar quando ouvi Breathe do Pink Floyd numa versão ao vivo que não era do PULSE. Era de um bootleg (gravação não autorizada, feita por alguém no público) chamado A Passage Of Time, gravado durante um show em 13/09/1994 na Itália. Fui ver e descobri que o carro era o de um amigo do Weverton, outro velho amigo meu e que foi comigo ao Waters em 2007 e ao Australian Pink Floyd em 2005. Mas parece que quem lavava o carro não gostou das músicas e começou a passar de uma em uma e ouvia a introdução... Juro que grande parte das músicas vieram de mim, gravações underground do Pink Floyd (The Embryo, ao vivo), Pearl Jam, muita, mas muita coisa sei que partiu de mim, porque pra mim era óbvio demais todas aquelas músicas juntas.

De todo esse tempo que estou aqui, bati cabeça com umas três bandas que não deram em nada apesar de ótimas composições, que de novo, “voices never share”. E em todas criei ótimas amizades. Umas passaram, mas as melhores ficaram. E, se um dia eu tive presente, na casa ao lado ou na cidade vizinha dois dos meus melhores amigos e outros tantos bons companheiros que me apresentaram o bom e velho rock n roll, hoje tenho amigos como o Saulo e o Juninho, que entre muitas, muitas, farras, bebedeiras, quebradeiras somo companheiros independente do dia, da hora e do lugar. E de brincadeira temos nosso Grande Encontro, mais ou menos todo mês. Cervejada, rock n roll e muita coisa boa pra contar e pensar. Hoje sempre trazemos uma novidade, um som novo para passar pro outro, podemos sempre terminar a noite vendo Los Hermanos, Led Zeppelin ou qualquer outra coisa que seja unânime, mas a palavra de ordem é a novidade. É ter o em mente que o melhor presente que pode se dar a um amigo é a possibilidade dele experimentar um som novo pela primeira vez. E quando é bem recebido, eu fico satisfeito, pois, é como se eu visse minha reação quando ouvi aquilo quando me apresentaram aquela banda, ou aquela música. David Gilmour (Pink Floyd) disse uma vez que gostaria de ser uma pessoa que – por ter sido parte da banda e ter gravado – pudesse colocar os fones e ouvir pela primeira vez o álbum The Dark Side Of The Moon.

Então, a cada vez que descubro algo novo, por mais antigo que seja, é nos meus amigos que eu penso. É quando vamos nos encontrar de novo para conversar, tomar uma, ver aquele DVD, ouvir aquela música e celebrar mais uma vez nossa existência.

O Grande Encontro é uma vez por mês. Mas o que ele causa, é atemporal. Todos os amigos devem fazer isso.