domingo, 26 de abril de 2009

De novo?

Acho que puseram um motor de Palio na Ferrari do Massa... ou de um 147. O cara só anda atrás ultimamente... e pior que dessa vez ainda foi atrás do Nelsinho Piquet (nada contra ele, mas pra quem tá com os dias contados, como ele...).

Vamos esperar a próxima!

Em tempo: os textos que estão sendo publicados são todos inéditos. Logo farei algumas republicações de textos de 2007/2008 que ainda não deram as caras por aqui.

Hoje só dá GALO e PEIXE!
(Sou são paulino...e tenho pavor de CUrintiano)

abração e boa semana!
aureliomasr

terça-feira, 21 de abril de 2009

Uma voz que não canta.

 
Este texto é dedicado àqueles levam a vida somente a sério. E mais nada.
 
Todos os dias Paulo acorda no mesmo horário. Dorme, provavelmente, no mesmo horário se seus compromissos deixarem. Se seu ego profissional assim o permitir. E, entre acordar e dormir, todos os faz praticamente as mesmas coisas. Cuida do seu corpo, da saúde às vezes se esquece. Paulo trabalha em uma empresa, que, é regida por suas coordenadas. Ele não é um mau liíder. Direciona adequadamente e orienta bem seus subordinados, tem muito conhecimento, afinal, quinzenalmente ele estuda aos finais de semana em outra cidade. Ele não é um pai ou marido ruim. Pode ser ausente, mas acontece, já que sua vida é guiada pelos seus anseios e compromissos profissionais. Se sobrar um tempo, uma vez ou outra, toda a familia viaja junta,  para algum lugar diferente, exótico ou chique. Se sobrar um tempo. Dinheiro não falta.
 
Entre um telefonema e outro, atarefado, Paulo segue sua rotina. Lê seus e-mails, participa de reuniões e articula estratégias da empresa. Falta um tempo para ele. Sua alma. Sua saúde.
 
Falta uma alegria. Pergunte-o se ele está alegre e ele perguntará "porquê?". Pergunte-o se ele está feliz e ele dirá que está satisfeito.
 
Falta tempo para sorrir. Para contar uma piada. Para cantar uma canção. Tudo que Paulo fala são números, valores, prazos, negociações, planejamentos. Não que ele seja chato. Nem que ele se ache repetitivo ou obcecado com trabalho, imagina. Mas, qual a graça da vida em levá-la somente á sério? Não se ter um tempo para sorrir, e que não seja aquela risada forçada para rir da piada de um cliente ou fornecedor. Soltar um sorriso cúmplice, num daqueles momentos de raríssima inspiração e troca de olhares o qual sabemos o que quer dizer, e nem é preciso responder com palavras.
 
Quando foi a última vez que ele deu gargalhadas por um motivo imbecil? Quando ele chorou de rir ou de emoção? Isso já aconteceu?
 
Como será a alma de Paulo? Qual o peso ou a cor da alma dele? Como ela ficará, quando não houver mais trabalho para ele? Telefonemas,  e-mails, visitas e viagens.
 
Muitas vezes eu já me peguei pensando que não devo ser tão risonho e expansivo onde trabalho. Mas, não tomo o trabalho como o motivo de viver. Ele nos ajuda a viver. Mas nosso motivo de viver é nossa família, nossos amigos. Nossa possibilidade de deitar numa rede sob um céu estrelado, dar-se o direito de não se preocupar com nada, pensar em problemas quando a "chavinha" que está em nossa cabeça virar para a posição "trabalho". Alegar que o trabalho é o sustento da família é um meio cada vez mais óbvio de justificar sua ausência. Não podemos deixar nunca de cumprir nossas obrigações, sejam quais forem, mas não podemos jamais deixar nossa família em segundo plano. Nenhuma viagem de final de semana, nenhum brinquedo ou roupa substitui o calor e conforto de um abraço, de andar de mão dadas ou empurrar uma bicicleta na primeira volta da vida de seu filho. E aí sim, ter inspiração em se dedicar, com afinco e determinação em cumprir as metas.
 
Mas não deixe de se dedicar a cantar com desafino e alegria uma canção junto aos filhos, filhas, esposas e maridos.
 
Não ponha sua vida em segundo plano.

boa semana
aureliomasr

domingo, 19 de abril de 2009

Falha nossa!


Agora que me dei conta! Tava lendo o blog do Rodrigo (Foca Songs, nos meus preferidos aí...) e me "lembrei que esqueci" de postar sobre os shows do Los Hermanos, Kraftwerk e Radiohead que fui em SP com ele...

Simplesmente perfeito. Não bate o Roger Waters, pq o Radiohead ainda não é uma lenda do rock, mas se tratando do aspecto visual, qualidade do som e o desfile de clássicos, hinos cantados em uníssono pela platéia ou mesmo sussurrados em momentos mais intimistas (vide "Exit Music") fizeram do show e, até mesmo pela companhia do Rodrigo, quem eu não via há pelo menos uns dois anos, mais um daqueles momentos inesquecíveis.

Los Hermanos...foi o segundo show deles que assisti e o primeiro que eu realmente tinha noção da catarse que é um show desse bando de barbudos que muita gente não gosta. Ou seja...desta vez eu curti de verdade o show, conhecia todas as músicas e pude estar no meio daqueles 30 e tantos mil que assistiram o que pode ter sido o último show dos caras...

É... it wears me out.


A Imagem que carregamos

Tipicamente, nas Semanas Santas, são celebradas missas,  e comumente, se o tempo permitir, há as procissões. Filas de pessoas em silêncio, orando, refletindo, celebrando e contando os passos.

E, em cidades do interior, as tradições costumam ser reforçadas com as imagens dos santos sendo carregadas por famílias tradicionais, costume que passa de geração para geração, e que às vezes vemos avós e netos carregando o mesmo andor.

É forte a imagem de uma família unida, participando da comunidade, da vida religiosa.

É forte o fato de que cada membro, cada um que carrega deve pagar um valor de R$ 2,00 à Igreja. É simbólico.

A Família carrega uma imagem durante a procissão, por alguns minutos, faz um sacrifício em nome de Deus,  da alma de Cristo ou o que seja. Uma Família se sacrifica para ficar junta nestes momentos. A Família se sacrifica para mostrar à comunidade que ainda existem.

Mas não permanecem.

Muitas, após a procissão se reúnem, conversam, tomam um café, um chá, um suco.

Qual a razão para se unir, carregar uma imagem sacra se, entre os que carregam, aquele que está à sua frente não lhe deseja nem “bom dia”, e, quando a imagem é passada para outra família (real ou imaginária), cada qual segue seu caminho, com seus amigos, seus companheiros, sem ao menos se despedirem. E ficou por isso mesmo. Por isso não esta família não permanece.

 O motivo deste afastamento não importa, mas, a meu ver o que importa é não manter estas aparências. Se a familia perdeu seu vínculo (e não sua base, ou não se esqueceu das origens), se a família perdeu o contato, se o relacionamento já não é o mesmo,  não será se expondo que suas diferenças serão resolvidas e o passado apagado. 

A imagem que carregamos em nosso semblante é fundamental para dizer se estamos em paz. Se compartilhamos humanismo e se ainda temos capacidade de dar as mãos a pais, mães, tios,  tias por amor, com um amor real. Não por mera conveniência. E, conveniência não cabe em uma família, mesmo que não a escolhamos. O que deve existir em uma família é a convivência. 

terça-feira, 31 de março de 2009

Seguir tendências ou já conhecê-las antes da massa?



Todo mundo sabe o quanto eu sou fã de Big Brother. Sim, do Big Brother de 1984, não essa palhaçada que passa na globo (é minúsculo mesmo). Acho que se eu fosse participante, seria o candidato dos anônimos... eu andaria pela casa sozinho, com um exemplar de 1984 nas mãos lendo trechos em voz alta pelos cantos... O Big Brother é um big golpe. E uma baita distorção do conceito de Orwell. Quem leu, sabe do que falo. 

Quando Winston ganhou um prêmio por permanecer alterando jornais na sua rotina, ser vigiado pelas teletelas e julgado pelos Ministérios? Só a ração se reduzia, e o resto se perdia... informações, verdades, noção do tempo e de o que é
 real ou não. Até mesmo o maior inimigo do Grande Irmão, Goldstein, se fazia duvidar se não era o próprio GI transfigurado...

Isso sem falar na Liga Juvenil Anti-Sexo... no BBB o que temos é uma liga juvenil anti-abstinência! (Não que eu seja a favor da abstinência, mas em cadeia nacional é crimidéia...).

Então eu sou tachado de maluco... seria uma vítima da Polícia do Pensamento por agir contra a massa e as idéias impostas pela mídia em me obrigar a assistir ao BBB... Obrigado. Prefiro dormir, ou ler outro livro.

E pra completar, é incrível como a reação das pessoas é prevísivel frente às ferramentas que a TV usa para divulgar seus produtos...

Explico!

Gosto muito de música...e um dois meses atrás, entrei numa fase de ouvir The Beach Boys. Baixei várias músicas, mostrei pra meus amigos e curti a fase, já superei e estou ouvindo outras coisas...


Então, no último final de semana, enquanto minha namorada "surfava" pelos canais na TV, me deparei com uma cena de um surfista no mar, em sua prancha (óbvio) e tocando "Barbara Ann", dos Beach Boys... Na hora pedi que ela voltasse ao canal. Às vezes era algum especial, ou mesmo um video clipe.

Não era.

Era uma cena.

De uma novela.



Na Globo.




Foi o fim...

Teoria da Conspiração ou não... paranóia quem sabe... já visualizei o diálogo com alguém que assista a novela ou caso haja uma moda de Beach Boys promovida pela novela:

Alguém me fala: "O que vc está ouvindo?"
Eu respondo: "Música..."
Algúem devolve: "Quem está cantando?"
Eu devolvo: "Beach Boys"
E o comentário depressivo: "Ah... é a música da novela? Me passa? Adoro ela... Beach Boys é muito bom né?"

Pra mim, isso é o fim da picada.

Isso acontece com outros e já aconteceu antes comigo também...um caso semelhante e prova da minha tolerância limitada. 

Uma vez eu estava na rua com uns cds na mão, inclusive Morrison Hotel, do The Doors. De repente me chega um conhecido, pede pra vê-los e comenta - visivelmente pra puxar assunto:

Esse CD do Doors é muito louco né cara? A música "Peace Frog eu acho a melhor do CD."

 Meu reflexo (e resposta) foi na hora: "Então canta um pedaço da música."

A pessoa engasgou, e foi embora.

Lição do dia: "Se tu sabes, manifestai-vos. Se não conheces, cala-te, escuta e aprende."

abraços a todos!
aureliomasr

quinta-feira, 12 de março de 2009

Crise? Que crise?

É só uma marola...

Pronto...essa é a piada pronta da semana, como diria José Simão. Mas fodeu de vez.

Pra quem achava que a crise não ia chegar, ela chegou. E conforme eu falei pra mim mesmo, em março ou abril. Adoro saber que estou certo...mesmo que não tenha falado pra ninguém!

Enfim..aliado à crise está a falta de planejamento de certas empresas, unido ao medo da crise vieram cortes de quadro, demissões, ajustes. E o mercado não esfriou até então! 

Até então...

Bom, então vieram recontratações. Agora, eu quero ver se o mercado esfriar. Vai mandar todo mundo embora de novo? É...com você mesmo que eu estou falando. Empresário gabaritado, despreparado e surdo.

Eu não fui demitido. Nem tenho medo de ser. Não sou incapaz. Então...mãos à obra.

De qualquer maneira, pra mim serviço é o que não tem faltado onde trabalho. E de modo geral, só falta planejamento...counseling.

Só de ontem pra hoje, pendências que ficaram no meu organizer... Duro, mais o dia-a-dia... Temos que nos adequar à realidade.


Eu me orgulho de trabalhar e fazer bem feito. E quem não é?

Bom resto de semana e boas descobertas!

domingo, 1 de março de 2009

Altruísmo ou "all true"-ismos?


Definição do Dicionário Houaiss, para altruísmo:

Altruísmo: substantivo masculino Rubrica: filosofia. Segundo o pensamento de Comte (1798-1857), tendência ou inclinação de natureza instintiva que incita o ser humano à preocupação com o outro e que, não obstante sua atuação espontânea, deve ser aprimorada pela educação positivista, evitando-se assim a ação antagônica dos instintos naturais do egoísmo; amor desinteressado ao próximo; filantropia, abnegação.

Durante o período de festas de fim de ano falamos mais dos ideais de amor ao próximo, solidariedade e fraternidade do que damos “bom dia” a nossos amigos e amores. Neste contexto fica difícil identificar aqueles que realmente desejam aquilo ou que dizem somente por dizer.

O altruísmo pode ser entendido também como uma entrega de um para outro. A entrega de um ombro, de dois ouvidos, um cerébro com respostas e sugestões para minimizar o sofrimento ou dúvidas alheias. E nem todos conseguem ser imparciais ou menos tendenciosos em suas respostas. Eu digo, pois não sou imparcial.  Ser imparcial com alguém precisando de ajuda não é ser alguém que deve dar alguma coisa ao ajudado, a não ser uma luz no fim do túnel. Que me desculpem terapeutas, psicanalistas, psicólogos e psiquiatras, mas a ajuda não pode ser cobrada, e a solução deve partir do fundo da alma do indivíduo por si mesmo, e não de meia dúzia de livros empoeirados e conceitos "pré-conceituados" baseados num espaço amostral da população.  Eu acredito em estatística populacional ou social, não na psíquica ou emocional. Ponto.

Traga isto para seu dia-a-dia e pense em quantas pessoas você conhece, as quais gastou raríssimos momentos de inspiração e transpiração dando conselhos, baseando-se em experiências próprias e no conhecimento que tem da pessoa e o ouvinte sempre termina dizendo “Você está certo, é isso mesmo que vou fazer.”.

Meia hora depois (no mínimo), o telefone toca: “Olha, foi muito bom conversar com você...me abriu mesmo a cabeça... você me fez enxergar coisas que eu realmente não tinha visto, mas eu descobri que é melhor eu voltar atrás.”

 

... Engole seco...

 

Tudo bem... faça da sua vida o que quiser, não é a minha. Eu só quis ajudar.

E não é só isso. Existem aquelas pessoas carregam uma plaquinha no pescoço escrito “Desabafe Aqui”. Pergunte a elas o que acham disso: “Nossa, é ótimo. Eu adoro ajudar as pessoas, não ligo”. Mas quando precisamos desabafar, não temos onde. Nem aquele amigo/a que só nos liga pra chorar o leite derramado, e sempre é dizendo “O que faço da minha vida? O que vai ser de mim agora?” E sempre temos palavras, palavras e paciência. Se dizemos “Eu” e o “Eu” não é “ele”, o assunto não interessa e, nosso nó continua na garganta.  A plaquinha não é refletiva...

Nós temos que fazer valer realmente o sentido de fraternidade, solidariedade (e porque não liberdade e igualdade também?!), não só nos cartões de Natal, mas o ano todo, afinal, quem nos agüenta o ano todo além de nós mesmos? E com quem dividimos nossas angústias na pior hora da noite? Eu agradeço por ter a quem recorrer, e aqueles que não têm? Pior ainda... aqueles que sofrem, sofrem, sofrem, e dizem “Deus proverá.”. O que Deus faz lá em cima, é nos guiar e iluminar, Ele não resolve nossos problemas, Ele não tem obrigação!

Nossa vida, problemas, soluções, falhas, sucessos e insucessos nós somos os responsáveis. A orientação e julgamento é por conta d’Ele.

 Eu costumava dizer que resolveria sozinho os meus problemas. Mas descobri que tem coisas que realmente não dá pra resolver sozinho, porque eu sou tendencioso, e, se não escutar uma segunda opinião, posso errar feio. E depois pode ser pior. Nessa jornada, a gente descobre muita coisa na opinião das pessoas, e variam de má vontade até segundas intenções. Dificilmente há pureza de coração.

Vamos arregaçar as mangas, ajudar sem querer ser ajudado, porque se precisarmos de ajuda, só existem duas pessoas hábeis o suficiente para nos ajudar: si próprio e seu Amor, se ele o conhecer o suficiente.


Parece um desabafo. Mas foi.


Um abraço a todos e boa semana.

aureliomasr.