segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Comerciantes Burros Não Precisam de Clientes

Vou abrir um parêntese aqui hoje e escrever sobre duas situações que presenciei nos últimos 15 dias. Comerciantes burros e que não valorizam clientes. Isso quando todas as empresas batem no peito dizendo que seus clientes são seu maior patrimônio, e valorizam os mesmos como tal. Não é isso que eu tenho visto ultimamente.

O primeiro caso aconteceu há alguns dias quando num evento um amigo meu foi agredido por um atendente de caixa, pois este dizia que não poderia dar-lhe o troco em dinheiro, somente em fichas e vale de R$ 1,00, enquanto meu amigo argumentou dizendo que não queria ficha e sim dinheiro, levou um soco na boca e 5 pontos de presente.

Quando um ser humano qualquer se sujeita (no caso desse imbecil, ele se sujeitou mesmo, pois não deveria ter outra coisa menos pior pra fazer naquele dia) a trabalhar numa balada, sábado à noite, lidando com todo tipo de gente possível, desde caretas, doidões e cachaceiros chatos tem que saber segurar a onda e contar até mil antes de agredir ou mesmo agir com grosseria com quem está do outro lado da grade.

O segundo caso aconteceu ontem comigo e com o Philippe. Estávamos de manhã no clube que frequentamos, batendo papo e curando a ressaca com uma cervejinha matinal. À medida que o horário de almoço se aproximava tivemos a ideia de ir almoçar num restaurante daqui de Dores, que fica próximo à entrada da cidade. Saímos do clube e chegamos lá. Considerando que ontem era domingo e chegamos no restaurante pouco depois das 13h, estranhamos que o lugar estava vazio.

Perguntei ao atendente se ainda tinha almoço. Muito educadamente [Ironia MODE: ON] ele me respondeu que não, só tinha marmitex. Eu então disse a ele que eu e o Philippe estávamos idealizando almoçar lá ontem, que ele poderia colocar o conteúdo do marmitex num prato que não teria problema. Resposta do rapaz: "Não vai dar, vou lavar aqui, vocês podem pegar a comida e levar pra casa". Viramos e viemos embora, cada qual almoçando na sua casa.

O estranho é que nós nunca fomos lá comer, e um comerciante com um cliente novo deveria no mínimo tratá-lo com educação e atenção. E servir o que é pedido. Da forma como fomos atendidos, eu que nunca comi lá, não faço a mínima questão de comer lá em qualquer outra ocasião. Se fôssemos clientes frequentes, até compreenderia a necessidade de limpar o lugar, de não poder nos atender, mas cliente novo não é mais um cliente, e sim um cliente a mais. Ou, se fôssemos turistas passando ali por acaso numa Hilux, seríamos melhor atendidos? O problema maior em Dores de Campos, algumas vezes, é que apenas o que vem de fora presta, é melhor e as coisas e pessoas daqui mesmo ficam em segundo plano. Eu mesmo sou obrigado a trabalhar com fornecedores de outras cidades, pois o atendimento em algumas empresas - que estão de certa forma ligadas às necessidades da minha empresa -, e por não ter concorrentes é péssimo. Ninguém sabe de nada, ninguém resolve nada, quando têm alguma informação, ou vem pela metade ou esperamos dias pra ter um retorno... Eu sou daqui, trabalho aqui, e a maior parte da minha renda parte daqui, e infelizmente preciso recorrer a outras cidades para ter atendimento de qualidade e atenção devida. Mesmo que isso me custe um pouco mais caro.

E como aprendi em cursos de técnicas de atendimento a clientes, uma coisa é verdade: "Um cliente satisfeito fala bem de seu serviço para outra pessoa, que poderá ser seu cliente em algum tempo. Um cliente insatisfeito vai queimar seu filme com dez pessoas."

Eu fiz minha parte. E pra quem é de Dores e quiser saber qual é o restaurante onde fomos tão bem atendidos, é só descer o morro da prefeitura e virar à direita, ok?

2 comentários:

craftmind disse...

é meu velho, eu tb tenho várias destas anedotas para contar... que raiva! acho que o mais ridículo é quando o vendedor nem sabe o que está vendendo e se ofende quando vc diz que ele está errado.

[]'s!

Letícia disse...

Que absurdo tudo isso. Me formei em Comunicação e, quando a gente estuda marketing, percebe que o mantra é: "o cliente é o rei". Diante dessas situações absurdas que vc relatou, Marco, fico curiosa pra saber o que Philip Kotler (papa do marketing) acha disso...