segunda-feira, 7 de junho de 2010

O Anoitecer de Um Novo Dia

O Sol se põe e começa um novo dia.
Se seus desejos ainda não são verdade e sua árvore ainda não lhe deu frutos, é para que seja o melhor de você mesmo e aproveite a larga sombra que a árvore oferece. E mentalize os caminhos que irá descobrir.

A Lua surge no Céu no início do novo dia.
Você quer ser estrela para estar perto dela, e ainda está sozinho e desprotegido. Você não consegue tocar o céu ou mesmo subir na árvore. Então você será a Luz e a proteção daqueles que precisam.

O Dia se aproxima, você tem fome e não tem pão, tem sede e lhe falta água, então, você deseja ter um oceano e uma cesta de pães para saciar sua fome. Então, seja a fonte de água pura e a massa que alimenta a vida de seus amigos.

Na escuridão do meio-dia você sente frio e tem medo de se perder, mas consegue fogo para se aquecer e iluminar o caminho com a ajuda de quem uma vez você julgou ser seu inimigo e agora lhe diz palavras carinhosas.
E no rumo dos seus passos deseja ter flores para oferecer ao amor que encontra pelo caminho, enquanto se contenta com a pureza de um sorriso e recita alguns versos comovidos que uma vez você escreveu. Outra vez desejou dinheiro para dar a um necessitado; Mas o ensinou a riqueza das letras e o conhecimento de um livro.

A Lua já se pôs no horizonte.
O dia vem chegando ao fim e você descobre que nada fez por você, que seus desejos não se realizaram, sua árvore somente lhe oferece a mesma sombra e você não se despediu da Lua. Mas lembra-se de seu novo amigo, que o esquentou quando teve frio e guiou seus passos até o Amor. Recorda-se da amizade que ficou, do Amor que encontrou, do pobre que ajudou e tudo que descobriu no caminho de casa.

E o Sol nascendo celebra o fim de mais um dia.
Apreciando a beleza do bosque onde mora, sabendo que não pode pegá-lo com as mãos, deseja ser um pássaro nele a cantar. Sente o Sol brilhar na sua pele e vive eternamente todos os dias como um dos seus raios, como um de Seus filhos que canta e agradece cada passo que deu e cada pessoa que conheceu.

Você sabe o quanto fez pelos outros, pelos desconhecidos, pelos estranhos e pelos inimigos. E isso é o que lhe faz feliz. E que essa felicidade, a alegria, a amizade e o amor devem ser celebrados como um novo início, e como uma nova descoberta.

São estes os frutos da sua árvore. Estão nas suas mãos e em sua alma.

Escrevi este texto originalmente em 2001, sendo um dos meus primeiros registros juntamente com o poema O Novo, O Velho e O Amanhã
Recentemente ocorreram alguns fatos comigo num final de semana totalmente maluco e que acredito terem uma ligação direta com este texto. Em breve vou postar o que sucedeu comigo e vocês, meus leitores invisíveis entenderão!

Abraços a todos meus leitores invisíveis
aureliomasr



7 comentários:

Leticia disse...

Eu sou uma das suas leitoras invisiveis... sempre leeio e neem dxo comentarios ! ahuhaua' óótimo texto, muuuito bom mesmo ! Foodasso ! =D

Anônimo disse...

Muito lindo! me dá a impresão de solidão e melancolia. Adoro ler o seu blog.

Letícia disse...

Fiquei curiosa, quero saber da história. O texto está muito bonito, parabéns!

Rodrigo Fonseca disse...

Mto bom! aguardo pra saber qual a relação ! do seu leitor nem tão invisivel! kkkk

Anônimo disse...

"...os centavos que pagam pela vida de uma criança abandonada, como os versos comovidos que você escreveu."

Tem certas coisas que não fogem à lembrança, porque são tão vivas quanto as lembranças das tardes de sábado na calçada.

Anônimo disse...

Ah, eu não sou o mesmo anônimo que disse "versos comovidos que uma vez você escreveu", mas eu tb gosto de ler o seu blog ;)

Anônimo disse...

com muita curiosidade de saber o pq do poema, posta logo pô...