sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Músicas Para a Vida

Inspirado neste post do Blog do Rodrigo, vou deixar meu testemunho sobre como a música entrou na minha vida e também sobre o meu desenvolvimento com relação a isso.

Meus pais se casaram em Maio de 1981, e em Setembro do mesmo ano aconteceu em Nova Iorque um baita show do Simon & Garfunkel, imortalizado em bolachão duplo à época, e que se eu não me engano passou em algum canal de TV no Brasil dentro da programação de fim de ano. Reveillon '1982... Tem tempo isso!

Mas e daí se eu nasci em 1983?

Cicciolina. Pagando peitinho,
como de costume.
Pulando então para quando eu tenho memórias, que é lá nos meus três anos de idade e quando fazia arte ficava de castigo numa cadeira azul escura de plástico. E enquanto eu ficava sentado de castigo, minha mãe (as usual) fazia faxina em casa ouvindo música. Hoje eu não sei dizer exatamente quais músicas ela ouvia, mas existem memórias muito claras surgem pra mim: eu cantando "Melô do Marinheiro" do Paralamas do Sucesso, eu atazanando meu Tio Fernando pra me gravar uma fita com as músicas do Lobão, quando o Lobão apareceu no jornal por ter sido preso com drogas num aeroporto aí. E duas coisas mais marcantes ainda: o vinil duplo do show do Simon & Garfunkel, onde eu parava por horas olhando aquele mar de gente que assistiu ao show no Central Park e as revistas Ele & Ela que meu pai assinava, onde a musa da época era a Cicciolina (quem se lembra dela por aqui?). Mas o que revista de mulher pelada tem a ver com meu gosto musical? 

É só um parêntese - até porquê em 2008 comentei isso aqui. Acontece que minha mãe ouvia demais o álbum The Wall, do Pink Floyd, e na música mais famosa (Another Brick In The Wall Part 2) quando era cantado "We don't need no..." eu entendia "Cicciolina". E cantava desse jeito mesmo. Acho que com três anos de idade eu já começava a vida de "sexo, drogas e rock n roll". 

Retomando... Passado um tempo, quando nos mudamos para o Estado de São Paulo - eu com 5 anos de idade - comecei a tomar mais gosto por música. Tinha discos da Xuxa, da Angélica (todas as duas, minhas ex-namoradas de então, como você pode ver clicando aqui) e discos do Jaspion. Um belo dia meu pai comprou um fone de ouvido gigante pra eu ouvir essas músicas sem incomodar aos adultos. No outro ele me chamou e disse: "Você tem que escutar isso aqui." E colocou uma bolacha do Creedence. Lógico, que com 7 anos de idade aquilo era terrível! Mas comecei a ouvir mais rádio e pra minha sorte, na esquina da minha casa abriu uma loja de discos. Tenho a imagem clara de vários vinis expostos na vitrine: os dois Use Your Illusion do Guns n Roses, O Papa é Pop, dos Engenheiros do Hawai, Serious Hits LIVE! do Phil Collins e uma coletânea do Louis Armstrong (que na época estava em alta por causa de What a Wonderful World). Nessa época também, meus pais iam (e eu junto) à casa de um companheiro de serviço do meu pai se reunir pra jogar baralho e jogar conversa fora. À medida que ficava mais tarde, eu ia ficando com sono e querendo dormir. Acabava dormia no sofá da sala da casa do indivíduo mesmo. Um dia ele perguntou se eu não queria ouvir música e me mostrou sua coleção de discos. Olhei todos e escolhi um: "Põe esse do coelhinho na capa!" - Se você associou o disco ao coelhinho da Playboy, errou. Não sou tão pervertido assim. Nada mais era que aquela coletânea do Jive Bunny, que tem vários rocks da década de 50 e 60. E eu ficava ali, sozinho, ouvindo aquele disco. E todas as vezes que íamos lá, quando eu queria ir embora, pedia pra colocar o disco! Depois disso, passei a dormir no chão, com a cabeça na caixa de som.

Então, veio a primeira fase de gostar de uma "banda". A primeira "banda" que gostei foi do New Kids On The Block (espécie de Backstreet Boys do início da década de 90), e que fazia um baita sucesso com "Step By Step" (fora a paródia: "Dez pasteis, um quiiibe..." que todo mundo cantava). Mas durou pouco. Depois comecei a ouvir o tecnopop do A-ha (e que escuto até hoje). Tenho a discografia deles em bolacha também. E em 1991, quando rolou o segundo Rock In Rio, meu pai voltou de um curso que estava fazendo em outra cidade e me deu um disco que tinha uma música de alguns dos artistas. Tinha A-ha, New Kids On The Block, mas também Information Society, Megadeth, Joe Cocker... E naquele ano decidi que o rock era minha praia. Pedi de Natal ao meu padrinho "um disco do Guns n Roses". Ganhei o Apettite For Destruction" e ficava olhando a capa do disco, aquela mulher seminua, ensaguentada, uma máquina com facas ao invés de dentes, e na contracapa, aqueles indivíduos com cara de mau. Bem diferente do new Kids e do A-ha. Ouvi o disco e ferrei no sono. Mas gostei.

Então veio um período da minha infância onde não dei muita bola pra música. Mas com minha mesada comprei o The Wall do Pink Floyd, pois, se meus pais tinham um disco duplo, eu também queria um. Já tinha meus discos do A-ha e do New Kids, mas eu queria uma coisa mais forte.

Comprei o disco. E não gostei. É isso mesmo: eu já não gostei de Pink Floyd!

Mas o tempo passou (meses, ou quase um ano), e um dia resolvi ouvir de novo. E de novo. E de novo. Então, vou pular a parte da história em que o Pink Floyd entrou na minha vida e ser prático. Apesar de eu ter gostado do disco do PF, ainda não tinha maturidade praquele nível de som. Então fui jogar bola na rua ou jogar vídeo game.

Depois de um tempo, já na adolescência, quando me mudei pra Guaratinguetá eu tinha dois CDs, um do Pink Floyd e Dookie, do Green Day. Então conheci o Carlos. Com ele vieram Cds do Nirvana, do Silverchair, outros sons e eu fui entrando naquilo cada vez mais. Foi então que eu tive uma outra fase "estranha". Comecei a ouvir Limp Bizkit, Korn e nu-metal. Mas passou. E fui descobrindo com o Carlos vários sons. Três bandas que descobri naquela época foram o Oasis, Radiohead e The Verve. O álbum inteiro (What's The Story) Morning Glory do Oasis e a música Bittersweet Symphony do Verve quando escuto me levam de volta à sacada do meu quarto no apartamento em Guaratinguetá. Radiohead foi um achado com os clipes de Karma Police e No Surprises. A partir daí fui me ligando mais e mais em rock, inclusive com influência da garota que eu namorava na época e que era fã de The Doors. Banda que eu achei uma bosta até o dia que eu sentei com uns amigos vendo um show deles, em VHS, tomando cerveja e comendo pingo de ouro. 

Como dia o ditado... "Daí, um abraço". Depois do Doors vieram Led, Black Sabbath, Deep Purple, os clássicos, manjados... e hoje em dia, com minhas pernas pesquiso e descubro bandas clássicas ou novas e que dificilmente não me agradam.

Ah, e  hoje, em 2010, quase 30 anos depois, sabe o vinil do Simon & Garfunkel? Ainda está aqui, entre os meus, entre os favoritos, e também em CD e DVD! Olha aí:

                                                    



Gostar de música, gostar de uma banda é quase como ter uma namorada. Pelo menos pra mim. Quando eu gosto de uma banda, quero saber tudo, ter todos os CDs, comprar os DVDs, se tiver oportunidade de ir a um show, vou e aproveite o momento, pois não se sabe se aquela banda vai acabar (ou o namoro), e cada música é um momento vivido e compartilhado na sua vida com você mesmo... Sorte de quem estiver dividindo aquele momento com você.

Since I've Been Loving You.

abraços aos meus leitores invisíveis.
Marco Aurélio



3 comentários:

craftmind disse...

Masssssss que post retumbante!!! Dei risada, me foi nostálgico e me mostrou novos pontos de vista!!! Ah, 'que tiempos aquelles'!!!! ;) well done boy!

ps.: foi tão legal que até escrevi com letras maiúsculas!!!

Rodrigo Fonseca disse...

"Foi então que eu tive uma outra fase "estranha". Comecei a ouvir Limp Bizkit, Korn e nu-metal. Mas passou." mas passou!!! kkkkkkkkkk
eu nunca tive essa fase, ainda bem! =P
legal o post e valeu pela referencia! vou dar continidade ao meu essa semana sem falta!

Leticia disse...

nooossa, p mim esse é o seu melhor post daki... sabe qndo vc lê e vai lembrando até da própria infancia, pois é, lendo isso aki me fez lembrar de altas coisas sobre minha infancia e minhas influencias musicais... tipo, qndo eu era criança e minha irmã infurnou na minha kbeça uma parte de uma musik do titãs e eu nem tamanho tinha e sempre acompanhava "AA UU AA UU". E axo ate qe era com o cd Dookie, do Green Day qe eu tinha uns 5 anos e pulei tanto com as musiks do CD num sabado a noite ate cair e meter a testa no chão e minha mãe da crise de riso... aaah infaaancia... hauua' esse post foi FODA mto FODA!
Ps.: eu não me controlo e necessito colok um comentario em praticamente todos seus posts reparo?! Devo ser sua fã! hahahaa'